Foi publicado esta quarta-feira dia 22, em Diário da República, o concurso público para a empreitada de reabilitação da Sé Catedral de Portalegre, num investimento estimado em 3,3 milhões de euros.

Segundo informa a Diocese de Portalegre-Castelo Branco, para além das coberturas, a intervenção vai ainda incluir as fachadas e claustro, bem como os retábulos e todo património móvel e integrado.

O projecto, da autoria dos arquitectos Rui Barreiros Duarte e Ana Paula Pinheiro, tem por objectivo «devolver à Catedral a sua dignidade, respeitando o seu passado histórico e as diferentes fases do seu desenvolvimento», refere a Diocese, lembrando o valioso espólio patrimonial que a Sé de Portalegre encerra.

«A Catedral de Portalegre reúne e conserva o maior conjunto retabulístico maneirista existente em Portugal e é a única Catedral do País que preserva quase intacto o programa original da sua fundação, dos séculos XVI e XVII», aponta a Diocese admitindo que «há muito que aspirava poder concretizar esta intervenção na sua Igreja mãe, apesar do enorme esforço financeiro que para si representa».

Ta como o nosso jornal já havia anunciado, o projecto, que inicialmente recebeu enquadramento no âmbito do programa governamental ‘Rota das Catedrais’, será financiado em 75% pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), pelo que a Diocese «se vê forçada a assumir a totalidade da contrapartida nacional», ou seja 25% do custo do tal da obra.

A previsão é que a obra arranque no início do segundo semestre deste ano, decorrendo durante o período de dois anos.

Em comunicado, a Diocese sublinha o apoio de várias entidades neste projecto, desde logo a Câmara Municipal de Portalegre e a Fundação Robinson, tendo esta última «custeado o levantamento topográfico do imóvel», mas assume que «gostaria de ter podido executar o projecto na sua totalidade, o que não vai acontecer», uma vez que «nesta candidatura não foi aprovado o financiamento da construção do museu onde se pretendia instalar o Tesouro da Catedral, apesar dos esforços da Diocese e do Município, que para o efeito cedeu o direito de superfície do edifício anexo aos claustros - o antigo Celeiro da Mitra».

Também numa nota publicada nas redes sociais, a Paróquia da Sé refere que o encerramento do templo para «as necessárias obras de requalificação» obrigará a uma reformulação de horários e locais para a prossecução da sua actividade, o que «a seu tempo» será devidamente divulgado.

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